O QUE É A DIABETES?

A diabetes é uma doença crónica em crescente expansão na sociedade atual. Aumenta com a idade, atingindo ambos os sexos e todas as faixas etárias.

A diabetes caracteriza-se pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia).

O açúcar elevado no sangue (hiperglicemia) acontece quando ocorre produção insuficiente de insulina, insuficiente ação da insulina ou a combinação de ambos os fatores.

A hiperglicemia pode provocar lesões nos diversos órgãos, em particular nos rins, olhos, nervos e sistema vascular. Estas lesões são responsáveis pelo aparecimento das complicações da diabetes.

COMPLICAÇÕES DA DIABETES

A diabetes é a principal causa de cegueira na população ativa, insuficiência renal e amputação de membros inferiores. É uma das principais causas de morte, por implicar um risco aumentado de doença coronária e de acidente vascular cerebral.

As principais complicações da diabetes são:

Neuropatia
Amputação
Retinopatia
Nefropatia
Doença Cardiovascular

É possível minimizar os danos da diabetes através de um controlo rigoroso da glicemia, da tensão arterial, das gorduras no sangue (dislipidemia), bem como de uma vigilância periódica dos órgãos mais atingidos por esta doença crónica.

Além do sofrimento humano que as complicações causam nas pessoas com diabetes e nos seus familiares, os seus custos económicos têm um impacto significativo em toda a sociedade.

EXISTEM TIPOS DE DIABETES?

Sim, existem vários tipos de diabetes que variam consoante os mecanismos do seu desenvolvimento e as suas características.

Conheça três tipos mais comuns de Diabetes:

DIABETES
TIPO 1

Doentes precisam
de insulina para sobreviver.

DIABETES
TIPO 2

Pode ser controlada
e prevenida reduzindo
fatores de risco.

DIABETES
GESTACIONAL

Diagnosticada ou
detetada pela
primeira vez no
decurso da gravidez.

Diabetes tipo 1

Estima-se que a diabetes tipo 1 atinja cerca de 5% do total de pessoas com diabetes. Pode surgir em qualquer idade, mas o seu diagnóstico é frequente em crianças e jovens.

A diabetes tipo 1 aparece porque o sistema de defesa do organismo (sistema imunitário) ataca e destrói as células do pâncreas que produzem insulina, hormona que permite que a glicose entre nas células e seja convertida na energia necessária ao funcionamento de todos os músculos e tecidos.

O aparecimento da diabetes tipo 1 não está relacionado com hábitos de vida ou de alimentação menos corretos. Embora a causa não seja completamente conhecida, fatores de risco ambientais, aumento da idade materna no parto e, provavelmente, aspetos da alimentação, bem como exposição a infeções virais, podem desencadear fenómenos de autoimunidade ou acelerar a destruição de células beta em progressão.

O diagnóstico da diabetes tipo 1 ocorre de forma repentina, por norma na sequência de um internamento hospitalar. Os principais sintomas da doença são sede e secura de boca, urinar frequentemente, cansaço e falta de energia, fome constante e perda de peso súbita.

A pessoa com diabetes tipo 1 necessita de realizar a administração diária de insulina para controlar a glicemia.

Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo não tem capacidade de utilizar a insulina produzida (insulinorresistência).

Habitualmente o diagnóstico da diabetes tipo 2 ocorre na fase adulta, embora atualmente se verifique que tende a aparecer cada vez mais cedo na vida, associada ao aumento da obesidade infantil.

Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, mas o risco aumenta perante fatores como excesso de peso, alimentação inadequada e sedentarismo, envelhecimento, resistência à insulina ou ter pessoas com diabetes na família.

Existem várias opções e combinações no que diz respeito à terapêutica, desde medicamentos orais, a insulina ou outros tratamentos injetáveis, ou mesmo cirurgia para obesidade.

O aumento da sua prevalência está associado a padrões comportamentais, como envelhecimento da população, crescente urbanização, das populações, escolhas alimentares pouco saudáveis, inatividade física e estilos de vida não saudáveis.

Os sintomas da diabetes tipo 2 podem não ser claramente percecionados pela pessoa.

O facto da diabetes ser uma doença “silenciosa” (assintomática) leva a que muitas vezes, no momento do diagnóstico, a doença já esteja instalada há alguns meses ou mesmo anos.

Os principais sintomas da diabetes mal compensada são: sede, urinar frequentemente, cansaço, comichão (prurido) intenso, sobretudo na zona genital, bem como perda de peso.

Diabetes gestacional

A diabetes gestacional define-se como o aumento da glicémia, diagnosticado ou detetado pela primeira vez no decurso da gravidez. O seu aparecimento é o resultado de uma sobrecarga do pâncreas durante a gravidez.

A administração de insulina só se aplica quando os objetivos terapêuticos não são atingidos através de medidas de alimentação e de exercício.

O controlo da glicemia no sangue materno reduz o risco para o recém-nascido. A situação inversa pode resultar em complicações para o bebé.

A diabetes gestacional está associada a um risco aumentado de obesidade e de alterações no metabolismo durante a infância e a vida adulta dos descendentes.

As mulheres que tenham tido diabetes durante a gestação têm um risco aumentado de desenvolver diabetes no futuro.